quarta-feira, 30 de julho de 2014

Diário de Bordo, Data Estelar 69451.7

Hoje volto ao tema da minha condição de saúde, que como meus leitores sabem é um dos temas mais recorrentes da minha vida. Caso você não tenha ciência, ou é a sua primeira visita aqui, eu tenho depressão crônica recorrente. Gosto de falar sobre o tema, por vários motivos: primeiro, porque é um assunto referente à minha pessoa, e assim eu acabo me conhecendo muito mais; segundo, porque há muitos mitos e preconceitos sobre essa doença, e acho que qualquer esclarecimento é fundamental.
Desde a última vez que eu escrevi aqui sobre a minha condição, acho que já faz mais ou menos um mês, eu havia parado de tomar a medicação, mais uma vez, estava quase sem dar aulas, principalmente por conta da Copa e de ser começo de ano, e por achar duas coisas: que não estava fazendo efeito e que estava me sentindo melhor sem ele. Outro motivo foi que troquei de psiquiatra, eu me tratava com um médico muito bom, apesar de mucho loco, e não havia gostado do atendimento desse novo. Pois é, a vida tem dessas coisas.

Tudo mudou na semana passada, eu troquei, de novo, de psiquiatra, os planos de saúde têm um sério problema com reembolso com especialidades que eles possuem, e como o meu médico mucho loco (eu vou escrever um post só sobre ele em breve) não atendia pelo meu atual plano de saúde, tive que sair “caçando” um novo psiquiatra.
Acho que acertei de novo, essa nova psiquiatra parece ser bem competente e atenciosa, ela me pediu uma bateria de exames para ver não apenas a minha saúde emocional/psicológica, mas também física. Ela também me encaminhou para a psicoterapia, estágio que ainda não sei se estou preparado para isso.
E, é lógico, me deu a maior bronca por parar com a medicação por conta própria. E agora voltei à farmacologia: bupirona e Valdoxan para ansiedade e depressão, e Rivotril para insônia, que é um dos piores traços da depressão.

Mas acho que era isso, prometo, de novo, não demorar muito a postar de novo, só preciso voltar a ter ânimo e foco.